quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ano novo, vida nova, idéia novas...

Blog novo!

Não, o "Em pé no balcão" não vai morrer. Mas eu tive uma idéia de escrever coisas específicas... E resolvi criar um blog só pra isso. "Conta um Canto". A idéia é simples: escrever pequenos contos a partir de letras de música...

Divirtam-se!

http://contaumcanto.blogspot.com/

domingo, 12 de dezembro de 2010

A Fita Branca

Adoro um bom filme, desses que nos deixam mudos e nos fazem passar horas de introspecção para poder digerir tudo aquilo que foi visto... Lembro quando "Fita Branca" estava em cartaz lá no CineTam, no itaim. Passei um dia na porta, vi o cartaz e fiquei curioso. Fui ler a resenha e fiquei morrendo de vontade de ver. Filme austríaco, em preto e branco... Pareceu realmente interessante mas, em tempos de loucura e correria de quintanista na faculdade, acabei não vendo. Eis que na semana passada eu me deparo com esse filme à venda. Não titubeei! Comprei na hora. Assim que terminei de ver, tive vontade de escrever uma crítica, de pesquisar um pouco mais sobre aquele recorte histórico e comentar um pouco do filme... Mas aí, a internet tem dessas coisas, vi que já tinham feito isso antes, e de forma muito boa. Então, deixo apenas o link: http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/critica-do-filme-a-fita-branca

E acho que minha veia de cinéfilo reaflorou novamente... Nada como ter tempo! Acho que vou comprar uns 3 DVDs por semana...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Et c'est fini...

Acabou, mano... Já era!! Acabou... Perdeu, preibói! Acabou o ano, acabou a faculdade! Fiz a última prova no dia 24 de Novembro. Formado. Advogado... A ficha ainda não caiu... Às vezes estranho quando ouço "esse é o Gabriel, advogado da área ambiental...". Sinto uma euforia imensa, uma sensação de superação, de passagem por uma fase da vida. Fico empolgado com a possibilidade de novos projetos, com o mestrado, com os planos de retomar os estudos de francês... Tudo me empolga, mas não tem como negar uma certa nostalgia já latente. De um dia para o outro, passei a não mais pertencer ao ambiente que me acolheu por 6 anos. Não mais faço parte daquele universo. Não tenho mais o porão ao alcance da mão todos os dias, para poder correr e abraçar uma Serramalte trincando sempre que houver o menor sinal de tédio ou perturbação. Não tem mais as escadas, as conversas fiadas, as infindáveis discussões sobre política, futebol, piadas, distribuição de renda, responsabilização civil, movimentos sociais, movimentos de pernas, cabelo, barba, bigode, putaria, filosofia, cachaça... Não tem!

Vai fazer falta... Eu sei que vai... Mas é natural. Faiz parrrte... E vamos que vamos!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"São sete horas da manhã, vejo o cristo da janela..."

A diferença entre o Cazuza e eu, além de eu estar vivo e nunca ter sido playboy, é que eu sequer vejo o cristo da janela. Poderia dizer também que às 7h da manhã eu estou acordado há mais de uma hora, e ele provavelmente estaria indo dormir...

O fato é que, apesar dos pesares, o cara mandava bem e eu gosto de muitas músicas dele. E essa música, Um trem para as Estrelas, acaba sendo minha trilha sonora de todas as manhãs, mesmo que inconscientemente. Essa visão de mundo como sendo um emaranhado de engrenagens que se movimentam compulsivamente e de maneira totalmente alheia à nossa vontade é uma visão talvez pessimista, quiçá meio adolescente, mas é ainda a minha visão. E eu não sei se isso um dia vai mudar... "Eu vou dar o meu desprezo / Pra você que me ensinou / Que a tristeza é uma maneira / Da gente se salvar depois". O desprezo... Pra mim, o desprezo é o pior sentimento que alguém pode nutrir. Não amo, não desgosto, não odeio: desprezo. É cortante, é dolorido. É desprezo.

Acontece que me faltam palavras. É esse o problema da minha vida atualmente, me faltam palavras. Não sei se a faculdade, o trabalho, o mundo, ou eu mesmo, mas o fato é que algo usurpou de mim a grandiloqüência dos meus vinte e tantos anos. O destino me calou. O soco na boca do estômago do quotidiano doeu mais forte dessa vez.

Num trem pras estrelas / Depois dos navios negreiros / Outras correntezas"Corrói por dentro. Não me acostumo, não me habituo. Mas vou levando... Vou levando, sabe-se lá como! "O amor, Carlos, você telúrico, a noite passou em você, e os recalques se sublimando". Entretanto, eu caminho, como Carlos. Melancólico e vertical. Até quando? Ninguém sabe...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Lamúrias...

BOLO DE FUBÁ


Ingredientes:


  • • 3 ovos
  • • 1 colher (sobremesa) de sementes de erva-doce
  • • 1 colher (sobremesa) de fermento em pó
  • • 1 xícara (chá) de óleo
  • • 1 xícara (chá) de leite
  • • 1 xícara (chá) de farinha de trigo
  • • 2 xícaras (chá) de fubá
  • • 2 xícaras (chá) de açúcar


Coloque no liquidificador os ovos, o açúcar, o fubá, a farinha de trigo, o leite e o óleo. Bata até obter uma mistura homogênea. Junte o fermento e as sementes de erva- docee misture sem bater. Unte e enfarinhe uma fôrma com furo no meio e despeje a massa.Leve ao forno preaquecido em temperatura média (200ºC) até dourar, ou até que enfiando um palito no bolo ele saia seco. Desenforme o bolo ainda morno e, se preferir, salpique açúcar e canela antes servir.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Boteco São Bento - O pior bar do Sistema Solar

Encontrei esse texto no blog do Cardoso, e resolvi aderir à ideia. Não sei se o texto original é dele, mas fica impossível confirmar com tantos blogs o reproduzindo; de toda forma, acho que quem criou queria iniciar uma espécie de marketing viral, então creio que o Sindicato dos Blogueiros não vai me processar — apenas os advogados de merda, já fartamente conhecidos.


O blog Resenha6 escreveu o post abaixo (detalhes ulteriores aqui) sobre o péssimo atendimento de um tal "Boteco São Bento". O resultado foi o dono do bar aparecer nos comentários atacando no melhor estilo baixaria os donos do blog, coisas do nível "Felizmente não precisamos de clientes do seu perfil" pra baixo.

Como essa estratégia não foi bem-recebida pelos leitores, o próximo passo foi soltar uma notificação extra-judicial, basicamente ameaçando de processo o blog, caso não retire em 24 horas o post.

Pois bem; acho que advogados também merecem ganhar seu dinheiro, então sugiro que a advogada do Boteco São Bento tenha bastante trabalho. Minha proposta: TODOS, digo TODOS os blogs devem publicar o MESMO post. Assim ela terá que enviar notificação para TODO MUNDO. Ou fechar a Internet.

Aqui minha contribuição. Aguardo a notificação.



Depois da Faixa de Gaza e do Acre, este é o pior lugar do mundo para você ir com os amigos. Caro, petiscos sem graça e, principalmente, garçons ultra-power-mega chatos: você toma dois dedos do seu chopp, quente e azedo que nem xoxota nos tempos dos vikings, eles já colocam outro na mesa. E se você recusa, eles ainda ficam putos. Só tulipadas diárias no rabo para justificar tamanha simpatia no atendimento.

* Fui no da Vila Madalena. Dizem que o do Itaim é ainda pior.
* Para dicas de botecos que valem a pena, leia outras resenhas aqui.
* Siga o Resenha pelo Twitter antes que eu bote outro link na mesa.


Resenhado por
Raphael Quatrocci

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Filosofia de boteco

Finalmente, eis que dou as caras. O cara do monitor silencioso que chamava a atenção do vizinho no metrô, numa hora que nem japonês está acordado, com zumbis engravatados andado por aí. Lê de novo, faz sentido o que eu escrevi.
Pois bem, cá estou em pé no balcão. E como filosofia de boteco é o melhor tipo de divagação, divido aqui uma epifania que tive há meses, sentado num boteco com copo sujo, com um amigo bêbado me mandando à merda a cada palavra minha.
Minha senhora, meu senhor, eu vos digo: eu descobri o sentido da vida. Não é bem o sentido, propriamente dito, mas eu tenho a prova de que há vida após a morte. Requesito vossa máxima atenção, porque essa (ins)piração vai longe.
Vamos pensar logicamente, e partir do pressuposto que o tempo é infinito. Sim, você já deve ter percebido que eu sou um daqueles bêbados chatos que faz questão de dividir suas teorias malucas na pior hora do dia; aquela em que tá todo mundo bem louco.
Pois bem, o tempo é infinito e ponto final, porque senão a teoria não funciona - e convenhamos, se o tempo não for infinito, o que vem depois do fim do tempo?
Considere a possibilidade de você ganhar na Mega Sena. Calma, eu já chego no sentido da vida. Enfim, pense na chance de você ganhar legitimamente na loteria. A matemática correta eu não sei, mas imagino que seja algo entre 0% e 0,001% de chance. Pois bem, sendo o tempo infinito, não importa quão ínfima seja essa porcentagem, ela sempre se concretizará. Claro, pois qualquer possibilidade minúscula multiplicada pelo infinito resulta sempre em 100%. Isso quer dizer que as chances de você virar milhonário(a) da noite pro dia é de 100%. Ademais, as chances de você ganhar na loteria 27 vezes seguidas - lembre-se que legitimamente - também é de 100%. Por quê? Porque o tempo é infinito.
Sendo o tempo infinito e considerando, ainda, que a vida é a somatória de corpo e algo a mais, as chances de um corpo idêntico ao seu encontrar exatamente o mesmo "algo a mais" seu daqui a infinitos anos é de 100%, o que significa, portanto, que existe vida após a morte. Não no sentido clássico da crença, mas no sentido de que a vida, como o tempo, é infinita. As chances de tudo o que conhecemos acabar é de 100%, assim como as chances de tudo começar de novo é de 100%. As chances do Big Bang se repetir são de 100%. As chances do seu "algo a mais" viver sob qualquer circunstância e ocupar qualquer tipo de corpo, são também de 100%. Assim, todos vivemos sob todas as condições e dentro de todos os corpos de todos os tipos de vida, tanto de maneiras idênticas quanto de modos totalmente diferentes, infinitas vezes, por toda a eternidade.
Assim, sentimos felicidade infinita, tão quanto tristeza infinita, saudades infinitas, loucura infinita, paixão infinita, doença infinita, orgasmos infinitos. Tudo exatamente na mesma quantidade: o infinito. Infinitamente buscando algum sentido pra tudo isso.
Então na próxima vez que você estiver numa mesa de boteco, valorize cada gole de sua cerveja - você beberá dessa garrafa por toda a eternidade. Valorize a barata que morre na sola do seu sapato, ela voltará pra te infernizar e morrerá novamente por sua sola suja, sempre. Mas mesmo que aconteça sempre, valorize! Porque um dia, sem aviso prévio, aquela mesma barata vai se vingar de você, e a mesma cerveja vai estar quente - sempre.
Filosofia de boteco - valorize.