quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A outra face da vida

Antes que a morte chegue e arranque os brilhos de seus olhos, eu preciso dizer que te amo. Todo o esforço de tentar compreender a vida foi em vão diante da incompreensão que senti no momento em que você partiu. A vida, que outrora parecia ser tão doce, mostrou a sua outra face. A faceta que glorifica e vela qualquer mistério, qualquer sentimento, qualquer desejo. Esta outra face da vida nos coloca novamente numa perspectiva animal e mortal. Diante dela voltamos a ser somente criaturas perdidas, por acaso, num imenso universo sem sentido.Na morte eu pude enxergar a imprecisão de todos os sitemas, a irrelevância de todas as preocupações e a irrealidade da dor e da paixão. Diante desta faceta tão ordinária e singular, tão contrastante e perversa, tão estúpida e real, declaro-me um aprendiz. Um discípulo do saber que nasce da consciência de se saber finito.Não quero mais saber de dias tediosos, dúvidas banais e manuais práticos do dia-a-dia. Quero estar de olhos bem abertos quando o baile acabar e as máscaras caírem. A consciência paira, onipresente e real, sobre este crepúsculo cinza que ronda o fim dos dias, e quando o meu último sopro de vida vier dar o seu último passeio, estarei vivo em todas as coisas que eu contornei com a minha arte.

domingo, 2 de agosto de 2009

Pedido insólito

Faz alguns dias que essa cena aconteceu. Relembrei agora e decidi que TENHO que deixar registrado.

Estava eu em um bar da Augusta, tomando uma cervejinha e comendo qualquer porcaria antes de pegar um cinema - ou esperando alguém? Não lembro! Mas não importa. O fato é que havia um casal no balcão, próximo a mim. Eram dois homens, provavelmente namorados ou ficantes. Falavam muito, engatando uma daquelas conversas que fluem, sabe? Quando eu cheguei no bar eles já estavam alí. Uns 20 minutos depois, quando eu estava acabando a primeira garrafa, um deles pediu a conta para o atendente. Eis que o cara saca a caneta de trás da orelha e fala:

-Então, uma vitamina, um copo de leite e duas vodkas... 23 reais!

Não lembro se o valor era esse. Mas, cara! Fiquei completamente intrigado. COMO duas pessoas em um boteco consomem "um copo de leite, uma vitamina e duas vodkas"??? Não faz sentido! Não dá pra imaginar como esse pedido possa ser distribuído entre os dois. Ok, um deles pode ter tomado as duas vodkas mas... E o outro? Tomou uma vitamina E um copo de leite??? Impossível!

Ah! Eles podem ter pedido a vitamina e o leite primeiro, depois a vodka... NÃO! Meu, quem, em sã consciência, toma uma vitamina, e depois manda uma vodka por cima?! O mesmo vale pro leite!

Enfim... Tudo o que eu queria era ter chegado 1 hora antes naquele bar, pra ver os dois sentarem e fazerem seu pedido, assim eu iria entender COMO aqueles dois conseguiram consumir "uma vitamina, um copo de leite e duas vodkas" ...

domingo, 19 de julho de 2009

O bar...

Afinal, o que representa o bar na nossa existência?! O bar é um templo para aqueles que sabem sentir a vida. É vital, é uma necessidade humana. Pelo menos uma vez por semana você tem que ir até lá fazer a sua oração. Já repararam na magia da relação que temos com o bar?! Faça o teste. Tente sair com mais alguns amigos pra beber na casa de alguém... É mais barato, é mais tranqüilo, mas é uma merda! Falta o ambiente do bar. A fumaça, o clima de boteco. Os bêbados chatos e os bêbados legais. O dono querendo te chutar pra fora às 5h da manhã, conseguindo, e você vagando no deserto e no frio em busca de outra cerveja... Não impora como! Não importa onde!

Ah, o bar! O mar completa nossa vida. O bar dá sentido à nossa semana. Viva o bar!

domingo, 28 de junho de 2009

E a mesa ainda cresce!

Apresento o mais novo sujeito etílico deste blog: Cesar Brasil. Gente boníssima, o rapaz é desses que fazem arte na vida. Às vezes eu ia trabalhar de manhã, meio bêudo ou então de ressaca, e o Cesar tava lá na telinha do metrô fazendo propagandas mudas. Haahaha...

Sem mais milongas, aumentemos o número de bêbados no recinto!

E desce mais uma Serra Malte trincando!

São Paulo, São Paulo!

São Paulo é um tezão de cidade. Pelo menos é um tezão para quem curte diversidade e programas diferentes. Em especial o bom e velho boteco noturno, com comida de primeira e cerveja trincando. Em nenhum outro canto do mundo temos tantas opções e tanta coisa diferente como aqui. Em nenhum outro lugar você pode tomar um caldinho de mocotó ou comer um shizukê de sardinha no mesmo bar.

Eu adoro freqüentar os botecos de verdade. Não esses bares chiques com cara de boteco mas preço de balada vila olímpia. E eu acho um pecado o preconceito que existe em SP. Aliás, eu acho que isso é uma característica mais brasileira do que paulistana. Esse lance de que a fina-flor da classe média não entra em boteco sujo pra comer torresmo. Se levarmos o mais conceituado chef francês num bar da augusta pra mandasr um PF, ele vai ficar maravilhado. Certeza... E a coxa-creme do Estadão então? Se bem que a que fazem numa padaria aqui do meu bairro é ainda mais gostosa. Enfim, post curto e meio sem nada de mais, apenas para frisar, encore une fois, que São Paulo é ducaralho!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Apenas o fim

Noite gelada sempre pede cinema. Fui ver "Apenas o Fim". Pelo trailler que eu já tinha visto e pela entrevista que li com o diretor, já esperava algo interessante. Mas minhas expectativas foram superadas. O filme é genial! Sobretudo quando lembro que foi feito com o pífio orçamento de oito mil reais, utilizando equipamentos da PUC-RIO, e filmado todo dentro do campus da universidade.

Power Rangers, Cavaleiros do Zodíaco, e fanta uva - produtos da cultura pop que certamente marcaram presença em algum cantinho da existência daqueles que nasceram ainda com o pé nos anos oitenta - eram objeto constante das conversas e discussões de dois jovens universitários. Um relacionamento aparentemente saudável.

Mas nem é muito aí que mora a poesia da obra. Ok, vou evitar falar com muitos detalhes, já que deve ter gente lendo isso que pretende ir ao cinema ainda. Mas, basicamente, eu gostei da forma poética como foi tratava a vida, os relacionamentos e sobretudo o fato de coisas terem fim, de fases serem superadas, de páginas serem viradas, e a vida continua. A vida sempre continua, a cada dia que passa milhares de coisas acontececem, existem milhares de começos na nossa vida, e existem também milhares de "finais". É a dinâmica da vida, do tempo.

Bah, queria poder falar mais, mas vou esperar o povo assistir ao filme primeiro!

domingo, 21 de junho de 2009

É quase uma vergonha ficarmos assim tanto tempo sem postar. Tantos bêbados juntos, e nada de produtividade "intelectual", né?

Eu tô preparando um post. Mas ando meio sem saco pra concluí-lo.

Viva a serramalte, e saibam que o blog não morreu! Está apenas em período de auto-conhecimento... hahahahahah